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Nasci na costa do mato índio cruzado com branco
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Saltando de manhã cedo calçadito de tamanco
Tiro o leite das barrosas e já faço meu Camargo
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Pico fumo pr’um palheiro depois bebo um mate amargo
(REFRÃO)
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Sou bem mesmo deste jeito sou simples, sou educado
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Conservando as tradições aqui do sul do meu estado
Pra quem não sabe quem sou, sou um índio velho gente fina
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Um campeiro aqui do sul da bela e Santa Catarina
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E Chega fim de semana tem surungo no povoado
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Encilho o melhor cavalo, visto um traje do agrado
Aonde for o fandango eu acho só pelo cheiro
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Se escuto ronco de Acordeona fico louco de faceiro
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E quando chega o inverno, branqueando o mundo de geada
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Faço um fogo de nó de pinho pra esquentar as madrugadas
Tiro um naco de toucinho pra cozinhar no feijão
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Ai meu Deus que bóia buena que existe no meu rincão
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Onde tiver aporreado me chame que jeito eu do
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Isso eu já trago nas veias pois herdei do meu avô
Também gosto de cantar e sou metido a gaiteiro
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E isto faço de graça não me importa o dinheiro